Os primeiros dias

“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro”. João 5:30-31

Somos chamados não para fazermos nossa vontade, mas a do Pai que nos chamou da morte para a vida. Se estávamos mortos e por causa dEle agora temos vida, como não fazer o que Ele deseja? Como não anunciar que Ele existe?

No Domingo (2 de Fevereiro) tivemos o primeiro culto e nada melhor que começar com a ceia do Senhor. Tivemos um culto de manha em Voru, cidade em que estamos hospedados e mais tarde fomos para Viitka, uma cidadezinha próxima onde eu fiquei hospedado no verão do ano passado. Nas duas cidades encontramos pessoas muito contentes em nos ver. Podíamos ver que elas se aproximavam gratas por termos ido lá ficar com eles.

A realidade de ambas as cidades se cruza em um ponto. Nenhuma das duas tem muito conhecimento da palavra de Deus na prática. Leem a Bíblia, mas ainda são muito novos na fé, digo isso generalizando, sei que uma ou outra pessoa tem um pouco mais de vivencia com Deus. Amo em especial uma família de Viitka, a família Tiigi, quando fiquei servindo naquela cidade essa família me tratou tão bem que toda vez que os vejo sinto um carinho muito grande! Reencontra-los foi muito bom, ver o rostinho da Aitah, mãe da família, todo sorridente me alegrou muito.

Apresentei Bia e Gabriel para eles e todos prestavam muita atenção no que cada um falava. Descobrimos então o porquê de tanto desejarem que viéssemos, eles se sentiam especiais por receberem visitas, prestigiados. A igreja em Viitka passou por um problema não faz muito tempo e eles acabaram ficando sem pastor. As irmãs se reúnem e fazem o culto semanalmente. É lindo ver que mesmo sem um pastor as impulsionando elas permanecem semana após semana. Naquele Domingo uma das irmãs pregou e falou sobre Jesus, nosso bom pastor!

Antes de acabar o dia pude conversar com uma adolescente que estava muito triste. A perguntamos pessoalmente se estava tudo bem, mas ela só dizia que estava cansada. Mais tarde pela internet ela se abriu e me falou que na verdade ela estava se sentindo sem confiança nela mesma. Ela era quem tocava teclado na igreja, mas não achava que era boa suficiente. Conversei com ela sobre isso e ela disse que na igreja as pessoas a elogiavam, mas fora de lá ninguém a achava boa ou pelo menos ninguém falava isso.

A expliquei que ela era muito especial e que deveria acreditar em si mesma, porque Deus acreditava no potencial dela, contei também que no mundo as pessoas vivem uma competição. Todos precisam mostrar que são melhores que os outros por isso nunca elogiam. Eu gostaria que você leitor pensasse nisso, quantas vezes na igreja você elogia e parabeniza alguém, mas fora da igreja talvez você nunca faça isso. Eu pensei nisso, como posso ser instrumento de Deus se o mundo nunca vê isso em mim? Será que estamos sendo cristãos apenas dentro do nosso “clube”?

Segunda Feira é nosso dia de folga aqui e aproveitamos para ir passar o dia na casa de um amigo estoniano, o Ats. Sim, o nome dele é só isso mesmo. Ele é muito divertido e nós temos sido um atrativo para ele continuar buscando a Deus. Ele se sente mais a vontade participando das atividades quando encontra amigos, que bom que podemos ser usados por Deus apenas sendo amigos de alguém! Nos divertimos bastante na casa dele, Gabriel em especial porque com tanta neve lá fora e um vídeo game dentro da casa, ele realmente não sabia onde ficava. Ele aproveitou o lago congelado para brincar no gelo e rolar na neve bastante.

Terça e Quarta Feira estivemos mais envolvidos em orações e visitas, conhecemos várias pessoas e oramos muitas vezes. Uma senhora cigana que aceitou Jesus na semana anterior veio para nos conhecer e receber oração. O pastor Kaupo tem aproveitado que somos pessoas de fora para convidar outras pessoas para virem nos conhecer. Estratégia que Deus o tem dado, tem funcionado. Oramos com aquela senhora e ela nos pediu um favor, ela precisava levar um sofá que ele comprou em uma loja para casa, mas obviamente não conseguiria sozinha. Ela era bem magrinha e pequena, quando oramos por ela pudemos ver que ela provavelmente já havia sofrido bastante discriminação e dores físicas, talvez por ter uma família de ciganos.

Na Quarta Feira, acordamos cedo e fomos lá com a van branca transportar o sofá. Aproveitamos e oramos pela casa dela e pelo filho, Renato que apareceu para ajudar. No dia anterior ela nos havia dito que ela estava com dores na coluna e não conseguia dormir, ficava na cama sem conseguir adormecer. Oramos e Deus me mandou dizer que ela iria dormir como um bebe naquela noite, que Jesus havia levado suas dores na cruz e que não sentiria dores para dormir, não preciso dizer que naquele dia que chegamos com o sofá ela estava bem disposta depois de uma noite de sono renovadora. Deus não mente!

Poderia contar sobre a falta de conhecimento do poder de Deus que aqui existe ou sobre a falta de intimidade que as pessoas tem com Deus, mas prefiro falar que Deus quer fazer muitas coisas aqui. Existe um casal que trabalha aqui perto da igreja que o marido é alfaiate, uma família russa que já mora e fala estoniano perfeitamente. Depois de levarmos o sofá, Deus nos orientou a irmos ali visita-los, aproveitamos da oportunidade de brasileiros estarem ali e nos apresentamos. Como a Bia também trabalha com roupa isso foi uma assunto para conversarmos. Depois de os convidarmos para irem ali na igreja oramos com eles. Cremos que plantamos uma semente, o crescimento Deus vai dar!

O testemunho de transformação da vida da Bia nos está sendo bem útil, quando contamos uma história de mudança de vida isso é uma coisa mais tangível para eles. Conseguirem ver que o poder de Deus existe de verdade, muda essa perspectiva de que a Bíblia talvez não seja apenas um livro de histórias. Continuaremos contando mais dessa viagem em breve, mas enquanto isso lembre-se sempre, o seu testemunho só é válido se não abordar você como objetivo central, mas sim aquele que por você deu a vida!

Familia Frossard (8/2/2014)

 

 

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