Estônia

A Estônia compõe, com a Letônia e Lituânia, o grupo das três repúblicas do mar Báltico que recentemente recuperaram a independência depois de terem sido anexadas pela antiga URSS. Os estonianos descendem de tribos etnicamente próximas dos finlandeses, submetidas na Idade Média a diversos invasores, entre os quais, vikings da Noruega.

Desde o movimento da Reforma no século 16, a Igreja Luterana tem desempenhado o papel de liderança na Estónia. Outros grupos religiosos são: Ortodoxa Grega, Ortodoxa Russa, Batista, Metodista e Católica Romana. De acordo com a mais recente pesquisa de opinião pública do Eurostat, em 2005, apenas 16% dos cidadãos estonianos responderam que “Acreditam que exista um Deus”, enquanto que 54% responderam que “Acreditam que exista algum tipo de espírito ou força vital” e 26% que “Não acreditam que exista qualquer tipo de espírito, Deus, ou força vital”. Isto, segundo a pesquisa, faria dos estonianos o povo menos religioso de entre os então 25 membros da União Européia.

De acordo com o Instituto de Comunicação Dentsu Inc, a Estónia é o país menos religioso do mundo, com 75,7% da população que reivindica ser irreligioso. Enquete O Eurobarómetro de 2005 revelou que apenas 16% dos estonianos professam a crença em um Deus, o menor crença de todos os países estudados (estudo da UE), no entanto, no mesmo estudo, 54% dos estonianos, apesar de não acreditar em Deus uma crença, professada em um espírito ou força vital.

Historicamente, a Estônia foi um baluarte do Luteranismo devido a sua forte ligação com os países nórdicos. Durante o período de russificação, muitos camponeses foram convertidos à Igreja Ortodoxa, mas poucos permaneceram após a queda dos czares em 1917 e a lei de liberdade religiosa de 1920.

Durante séculos os estonianos tiveram a sua terra ocupada por outros povos. Rússia, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Alemanha deixaram marcas na cultura estoniana, na arquitetura, na alimentação, mas também algumas cicatrizes na nação. A história estoniana nada mais é do que um povo que teve seu território dominado por muitos anos, mas que aos poucos foi criando um sentimento nacionalista e obteve, após muita luta, a sua independência, resultando em um Estado autônomo, estabelecido com a promulgação da Constituição de 1917.

Em 1940, a Estônia foi novamente invadida sendo incorporada a URSS. Durante os 52 anos de ocupação soviética, movimentos de libertação ocorreram, mas todos foram suprimidos pelo governo de Moscou. Apenas em 1982, com a queda da União Soviética, que a Estônia começa a se reorganizar como país e declarou independência em 1991. A adesão à União Européia ocorreu em 1 de Maio de 2004, juntamente com outras duas nações bálticas, Letônia e Lituânia.

O país possui pouco mais de um milhão e trezentos mil habitantes, distribuídos em 45 mil quilômetros quadrados (aproximadamente o tamanho do estado do Espírito Santo). O idioma oficial é o estoniano. A temperatura média varia de -10oC no inverno a +16oC no verão, mas a temperatura de -46oC já foi registrada no país.  A neve, frequente, ocorre em 75 a 135 dias por ano.

RELIGIÃO

A Estônia hoje é considerada um dos países mais céticos do mundo. Isso é decorrencia dos anos de dominação e imposições da URSS. Historicamente, ela foi um dos últimos lugares da Europa Medieval a ser cristianizado. Em 1193, o Papa Celestino III organizou uma cruzada contra os pagãos do extremo norte das terras alemãs. Com a ajuda dos recém-cristãos livonianos e letões, a cruzada marchou rumo às terras da atual Estônia em 1208.

As tribos estonianas resistiram bravamente, e até saquearam, algumas vezes, os acampamentos, até que em 1217 a ordem cristã dos Livônios e seus recentes aliados venceram uma grande batalha, que matou o líder dos estonianos, Lembitu. A resistência durou até 1227, quando os livônios estabeleceram a Confederação da Livônia, que compreendia as atuais Letônia e Estônia.

O protestantismo chegou à Estonia no período da Reforma. Sua forte ligação com os países nórdicos a fizeram um baluarte do Luteranismo. Durante o período de russificação, muitos camponeses foram convertidos à Igreja Ortodoxa, mas poucos permaneceram após a queda dos czares em 1917 e a lei de liberdade religiosa de 1920.

METODISMO NA ESTÔNIA

O metodismo chegou à Estônia em 1907 através de dois pregadores leigos, Vassili Täht e Karl Kuum, que iniciaram a pregação na ilha de Saarema. Durante esse período, o estadunidense Dr. George A. Simons dirigia o trabalho em São Petersburg, na Rússia. A primeira congregação foi fundada na Estônia em 1910 e dois anos depois a primeira igreja foi construída em Kurassaare em Saarema. De 1911 a 1920 o trabalho metodista na Estônia era parte da Missão Russa da Igreja Episcopal Metodista. Em 1921 a Região Missionária Eslávica e Báltica foi fundada com sede em Riga, Letônia.  Em 1924 a Região Missionária tornou-se Região Eclesiástica com 46 igrejas locais, 29 pastores e 1639 membros na Estônia, Letônia e Lituânia.

Em 1940 os países bálticos tornam-se parte da União Soviética e durante a II Guerra Mundial o trabalho metodista sofre grandes perdas. Graças a Deus, a Igreja Metodista na Estônia sobreviveu o período soviético (na Letônia e Lituânia o metodismo desapareceu).  Após a independência em 1991, a Igreja Metodista tinha 17 igrejas locais.

Hoje, o metodismo na Estônia conta com 28 congregações e aproximadamente 1.800 membros. A igreja estoniana está ligada à Igreja Metodista Unida. Cada igreja estoniana é apadrinhada por uma igreja estadunidense o que tem permitido a construção de novos templos e a manutenção do trabalho missionário.

A igreja é muito ativa no trabalho de alcance da sociedade (ex. organizando acampamentos, publicando a revista “Koduteel” e a versão estoniana do “No Cenáculo”) e na condução de projetos sociais (ex. sopão e um centro de cuidados às crianças). Tem seu próprio seminário teológico com mais de 160 estudantes, muitos de outras denominações.

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