Os primeiros dias [4 e 5/03]

Tarde de domingo quando eu saí de casa. Despedi-me de mamys e uma de minhas irmãs (que por motivo de trabalho não pôde me levar até o Aeroporto). E minha mãe que não queria a famosa choradeira da ‘despedida’, também não foi comigo. Porém, quando dei o último “tchau”, me segurei para não me derreter igual manteiga, pois a vontade foi desmoronar. Enfim…consegui. Meu pai e minha outra irmã me levaram até o Aeroporto. Chegando lá, me despedi deles e também de Flavinha e William (da Federação 1RE), e foi muito importante poder conhece-los pessoalmente. Parti para a sala de embarque. Lá dentro, sozinha, ao começar a passar pela vistoria do temido raio-x, comecei a sentir que realmente a hora havia chegado. Era somente eu e Deus. Deus havia preparado aquele momento para que eu pudesse fazer minha primeira viagem missionária sozinha, E logo para uma terra tão, tão distante chamada – Estônia, onde começa uma nova história…

Lá dentro, perto da hora de entrar no avião, eu comecei a falar com Deus. E pedi para que Ele começasse seu mover mesmo que ali antes de ir, e que em tudo eu pudesse ter a sensibilidade de poder fazer a minha parte de acordo com Sua vontade.

O voo foi tranquilo até Amsterdam, onde eu teria que esperar aproximadamente sete horas até pegar o último voo para Tallinn. E em Amsterdam, pude começar a perceber as pequenas coisas, do que é se sentir sozinho. Eu ali, segurando um monte de coisas e tendo que carregar tudo comigo, afinal era eu sozinha. Tantas pessoas, tantos idiomas diferentes, e eu perguntava a todo momento… Senhor, o que o queres me mostrar diante dessa situação? E Ele me respondia a todo instante… Eu sou o mesmo, o Espírito é o mesmo.

 

A primeira dificuldade

Como lanchar sozinha, olhar bagagem e me locomover? Foi preciso levantar mais de três vezes para pegar itens necessários, e eu ali atenta as minhas coisas e a tudo. E outra vez mais uma frase: “ninguém deve andar sozinho”. Um precisa do outro. Um ajuda o outro. E ambos precisam de Deus. Pois, não somos nada sozinhos e se não temos Deus, também somos sozinhos. E foi assim ao longo de quase sete horas de espera.

 

Chegada em Tallinn

Desde que entrei no ônibus interno do aeroporto (para pegar o avião) até chegar até o avião, comecei a ficar nervosa. Pois, até então estava tudo calmo. Entretanto, a medida que eu chegava perto e ao passar das horas, meu coração começou a saltar. E ao chegar em Tallinn, não foi diferente. Eu estava sentada próximo a janela, e quanto mais perto de terra firme o avião chegava, mais extasiada eu fiquei. Acho que nunca mais irei esquecer aquela cena, das casas espaçadas em meio a tanta neve. Era como se Deus estivesse me mostrando sua multiforme, sua criatividade. Através daquela terra tão linda e tão diferente. E que o Espírito é o mesmo e esse mesmo Espírito pairava bem ali junto ao amor de Deus. Confesso que me segurei muito para não chorar, pois a vontade era muito grande. De poder viver isso, de poder ter sido escolhida por Deus para esta missão. E por ter a oportunidade de viver esta promessa.

Finalmente chego em Tallinn. Sou muito bem recebida por todos, não posso esquecer de mencionar  o Sassian, a Merlin e o Murilo que foram tão gentis comigo. Onde eu pude contemplar os pequenos detalhes onde Deus providencia absolutamente tudo.

 


 

Chegada em Voru

Fui rumo a Voru. A cidade que de fato eu iria ficar a maior parte do tempo. Ao chegar em Voru, fui muito bem recebida pela Thea Kant, esposa do Pastor e seu filhinho. Viemos para a igreja, e fui devidamente instalada. Tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas, conheci o Pastor, e finalmente conheci a famosa Lívia. Digo famosa, pois ela é famosa para Deus. Por ser uma pessoa que se colocou a disposição e renunciou muitas coisas para estar aqui nesse lugar, morando aqui.. E aqui, eu pude em sentimentos entender que realmente Deus tem um mistério com essa cidade. E que Ele é exatamente o mesmo Deus que me sustenta e me ama no Brasil. Com a mesma intensidade e proximidade. Que embora aqui as pessoas sejam diferentes e completamente moldadas a outra cultura, que temos o mesmo acesso, desde Pentecostes. E a partir desse momento eu estou começando a entender o que Lívia está fazendo aqui e porque ela está aqui. Mas, por mais que eu fale, é algo que não dá para explicar em palavras. É algo que consome o coração e me faz perguntar a Deus a todo momento também, “o que estou fazendo aqui?” É uma cidade linda demais. É tudo muito profundo e leva um tempo até processar tudo. Mas estou cheia de expectativas no que Deus vai fazer nesse lugar.


  1. março 8, 2013

    Maíra

    Irmã, mamãe me mostrou seu “diário”. Já coloquei o link nos favoritos e vou acompanhar seus dias…
    Fiquei muito feliz que foi tão bem recebida e que está gostando do país.
    Aproveite bastante, passa muito rápido. Tão rápido que nem vai dar tempo de dar saudades! rs

    Beijos!!!

     

Últimas Notícias

Facebook

Get the Facebook Likebox Slider Pro for WordPress